Até que um dia, sopraram para ela um novo caminho. Ela seguiu. Andou entre as letras, pela infância, fez novos amigos. Ora com os pés no chão, ora com a cabeça nas nuvens. Passou por uma, duas turmas do novo caminho. O tempo voou. Quando o caminho é bom, a estrada parece curta e chegar ao final nem sempre é sinal de vitória.
Ela sentia saudades daquela estrada. Gostava de andar com quem, um dia, cruzou o seu caminho. Foi como dar uma topada numa pedra. De repente, descobriu: havia sido aberta naquela estrada, tal qual um armário fechado. Com uma chave abriram seu coração, suas memórias, seu talento. Ela foi encontrada lá dentro, meio perdida, num caminho sem direção.
O novo caminho parecia chegar ao final. Mas a menina era teimosa, achava que voltar era, de alguma forma, ir pra frente. Como se o mesmo caminho pudesse sempre ser um novo caminho. Poderia recomeçar? Poderia ser eterna repetente? Enquanto o caminho ressoasse dentro dela, lembrando-a de quem ela era, do que gostava de fazer, seria por esta estrada que continuaria a caminhar. Afinal, quem disse que todo caminho tem que dar em algum lugar? A menina só queria andar.
À minha irmã e amiga, Patrícia Lavatori Corrêa, que "soprou" o novo caminho.
À chave que me “abriu”, Prof. Ninfa Parreiras. Até o próximo ano!
À minha irmã e amiga, Patrícia Lavatori Corrêa, que "soprou" o novo caminho.
À chave que me “abriu”, Prof. Ninfa Parreiras. Até o próximo ano!




